segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pijama Dorminhoco

A Susana, da marca Suco by Susana, lançou hoje o seu primeiro molde de roupa, o Pijama Dorminhoco. Eu tive a oportunidade de testar este molde e gostei muito, vai ser o meu molde de pijama para as miúdas nos próximos anos. Vá... pelo menos até aos 12 anos! ;-)
Parabéns à Susana por inovar e criar com qualidade um molde em português, eu cá não conheço mais nenhum e vocês?
Fiz os tamanhos 18 meses e 4 anos. As calças da Sara ficaram um pouco compridas propositadamente, eu sou uma mãe prevenida. ;-)
As miúdas por aqui adoraram.









quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Visible mending; Remendos visíveis

(scroll down for english)
Eu sou muito esquisita com as calças de ganga, por isso, uso as calças que gosto até à exaustão. Isso implica que, volta e meia, tenha que lhes meter uns remendos. Com o tempo e a experiência, fui aprendendo algumas dicas sobre como o fazer. Atenção que os meus remendos são visíveis, não estou a falar daqueles que quase ninguém repara que existem, os meus têm imperfeições, são grandes e coloridos, são cheios de carácter. Portanto, se estavam à espera dos «disfarçados», desculpem mas este post não é para vocês. ;-)
As fotos não são da melhor qualidade, faço este tipo de coisas à noite e à mão, por isso, não há uma boa luz e as fotos são tiradas do telemóvel. No entanto, acho que é perceptível o processo e isso é o mais importante, não é? (vá lá, digam que sim!)

É um processo simples. Primeiro meto um tecido que gosto pelo lado de dentro das calças e por cima meto uma entretela termocolante para estabilizar o tecido, depois, com o uso do ferro de passar a ferro, «colo» as três partes. A entretela prende o tecido as calças dando estabilidade e assim é mais fácil de coser e dá mais resistência ao remendo. Esta entretela pode ser comprada em várias retrosarias, na Feira dos Tecidos, etc. Eu usei uma que também se usa para as malhas (jersey e afins) porque é uma das que gosto mais. Não puxem demasiado a linha ao coser e façam vários pontos de uma só vez para não se cansarem tanto.  Por uma questão de gosto pessoal eu uso um ponto corrido para prender os tecidos, mas existem muitas, muitas opções...
Se fizerem uma pesquisa encontram muitas outras formas do fazer. Para mim, faz-me lembrar a técnica de Sashiko embora já tenha aprendido que esta técnica é bastante mais complexa do que aparenta quando fiz um workshop no Fundação Oriente. No entanto, a ideia é a mesma, reforçar, usar novamente, reciclar o que temos e gostamos.

I am very picky when it comes to jeans, so I use the the ones I love to exhaustion. This implies that, now and again, I have to mend them. With time and experience, I learned a few tips on how to do this. Please note that my mending is visible, I'm not talking about those that hardly anyone notices, mine have imperfections, are big and colorful, are full of character. So if you were waiting for the 'disguised' ones, sorry but this post is not for you. ;-)
The photos are not of the best quality, I do this sort of thing at night and by hand, so there is not a good light and the pictures are taken on the phone. However, I think the process is noticeable and that is the most important... (please say it is!)

It is a simple process. I use a fabric I like on the inside of the pants and over it a fusible interfacing to stabilize the fabrics, then, with the use of the iron to iron, I «glue» the three parties. The interfacing holds the pants giving stability and thus it is easier to sew and gives more resistance to the mending. I used interfacing used for knits because its the one I like best. Don't pull the thread too much when sewing and make several rows at once to not get tired so much. As a matter of personal taste I use a running stitch to hold the fabric, but there are many, many options ...
If you do a search there are many other ways of doing. For me, it reminds me of the Sashiko technique although I have learned that this technique is much more complex than meets the eye when I did a workshop in Fundação Oriente. However, the idea is the same, strengthen, reuse, recycle what we have and love.






































São as tattoos das minhas calças.
They are like my jeans tattoos ;-)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sobre medo e coragem.

Tenho escrito pouco sobre nós por aqui, sobre mim, elas e ele. Sinto falta disso, tenho mesmo que fazê-lo mais. Ajuda-me a reflectir sobre o que aconteceu porque no meio da pressa, do correr de um dia de semana, do lava os dentes e veste a roupa, calça os sapatos ou come a fruta, atender o telefone ou apanhar a roupa, passam momentos que não conseguimos verdadeiramente aproveitar. Não há mal nisso. Era loucura, pelo menos para mim, exigir isso a mim mesma. Em vez disso, faço um esforço por esmiuçar os que me deixaram um sentimento, seja ele qual for. Esses são os prioritários, o resto vou deixando a vida cuidar.
Com a Sara a entrar para a creche, embora num horário mais privilegiado, os meu dias e ritmos mudaram. Dou por mim a ter mais tempo para pensar, o que nem sempre é bom. Também isso é um caminho a percorrer, uma aprendizagem a fazer.
A minha filha mais velha... ainda me parece estranho começar uma frase assim, porque será? A minha filha mais velha quer andar de trenó, quer neve. Hoje de manhã, explicávamos-lhe que neve só na Serra da Estrela e que era longe, que não conseguíamos ir lá com facilidade e que esse desejo teria que ficar para outra hora. Logo de seguida ela começou a dizer que tinha medo, que estava com medo de andar de trenó. O R sugeriu que ela podia andar com ele e que aos poucos ela habituar-se-ia e deixaria de ter medo. Ela insistiu no medo, na sua falta de coragem.
Que ideia errada e tão comum, não é? Ter medo não é ter falta de coragem. Ter medo é a resposta inconsciente minha filha, é o teu corpo, o teu cérebro a reconhecer o desconhecido, não é falta de coragem. Falta de coragem é não ir mesmo assim porque te domina o medo, coisa que tu habitualmente não fazes. Coragem é qualquer escolha que tu faças, andar de trenó ou não, desde que não seja o medo a decidir.  Por isso, eu lembrei-te daquele dia do insuflável. O dia em que tu subiste as escadas de um insuflável gigante, no meio de miúdos muito mais velhos que tu que se empurravam e que te empurravam e, lá do alto, olhas para mim e sou eu que estou cheia de medo. E aí vens tu por aí abaixo, a escorregar.
O teu medo transformado em coragem, filha, o meu medo transformado em orgulho.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Outubro no jardim

Sinto que temos aproveitado estes dias de sol de Outubro. 
Fazemos um esforço para chegar cedo a casa e vamos para o jardim que nos tem oferecido framboesas em quantidade. Comemos directamente da planta. Só lavamos aquelas em que se vê o rastro dos caracóis, o resto é devorado no momento pelas duas pardalitas que me rondam as pernas. Está tudo verde e os dióspiros estão a ficar maduros. 
Não há como o jardim, como a natureza para mostrar que a vida brota, teima, cresce e sempre se renova. Seja na flor que nasce, ano após ano, cada vez mais bonita e forte, seja na planta que aparece dois metros à frente de onde está a sua origem e não sabemos bem que vento a levou. Para mim, estes ciclos são calmantes. Reconforta-me ver que agora as folhas vão começar a cair, que a planta perde as flores mas não tarda elas brotam novamente, que o fruto vêm depois da flor. Ajuda-me a lidar com as outras mudanças, as que não seguem uma ordem natural ou predefinida.
Esta é a minha luz favorita, o cheiro que me mais me apetece e os momentos que não trocava.  

 

Esta é a flor da Lúcia-lima. É uma cor fabulosa e de uma delicadeza incrivelmente bonita.
 


  

































quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A mala ursa cor-de-rosa: A pink bear bag

(scroll down for english) A minha Miss Caracolinhos tinha uma festa de aniversário no domingo à tarde e eu, como gosto de fazer as prendas, andei a adiar até à última porque ainda não tinha encontrado a prenda certa para aquela menina em especial.
No sábado o meu R trouxe a Burda para casa e à noite, enquanto a folheava, descobri que vinha lá a prenda que eu ia fazer para a Rita. Um malinha de ursa em feltro, uma peça adorável para uma doce menina de 4 anos.

My Miss Caracolinhos had a birthday party on Sunday afternoon and I, as I like to make gifts, postponed making one until the last minute because I had not yet found the right gift for that girl in particular.
On Saturday my R brought Burda Magazine home and at night, while flipping through, I found that there was there the gift that I was going to do for Rita. A bear purse in felt, a lovely piece for a sweet 4 year old girl.

Como sou irrequieta, vá vamos chamar assim, resolvi fazer uns acrescentos/modificações à mala. A primeira foi que cosi todas as peças à mão (e o prazer que coser à mão me dá? isto foi puramente por motivos egoístas, podem coser tudo à máquina!). A segunda foi que usei feltro termocolante e após bordar e coser todas as pequenas peças (nariz, bochechas, etc.), meti um tecido bonito por cima das duas partes - parte da frente e parte de trás - passei o ferro durante uns minutos e ficou tudo tapado e bonito.

As I am restless, let's call it that, I decided to make a few additions / changes to the purse. The first was that I hand sewed all the pieces (it's amazing the pleasure that hand sewing gives me! This was purely for selfish reasons, you can sew everything by machine!). The second was that I used fusible felt so after embroidering and sewing all the small parts (nose, cheeks, etc.), I searched for a beautiful fabric to put on the two parts - front and back - used the iron for a few minutes and it was all covered and beautiful.



























Depois fiz uma faixa de dois centímetros que vai de orelha a orelha e forrei-a, exactamente como fiz com as outras partes. Essa faixa cosi-a e assim uni a parte da frente com a parte de trás da mala (imagem acima). Para passar a alça da mala cosi uma presilha de cada lado da mala. Para a alça usei um cordão simples branco. Foram alterações básicas ao molde original que é ainda mais fácil de executar.
Nota: Se passarem o molde para papel vegetal com lápis basta virar o molde para o feltro e decalcar, ao de leve, o tracejado do lápis para o feltro (primeira imagem). Super fácil!

Then I did a 2 cm range stripe that goes from ear to ear and I lined it, just as I did with the other pieces. This sripe of felt unites the front to the back of the bag (above). To pass the bag handle I sewed a tab on each side of the bag. For the handle I used a simple white cord. These were basic changes to the original pattern that is even easier to perform.
Note: If you use greaseproof paper with pencil to trace your pattern you simply need to turn the pattern to the felt and trace on the reverse, your bear will appear in no time. Super easy!


 

Agora tenho que fazer uma.. ou duas cá para casa que as minhas miúdas também adoraram.

Now I have to make one ... or two for my girls because they loved it too.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Review : Crítica La maison victor magazine


(scroll down for english)
Já aqui falei varias vezes sobre como é difícil e simultaneamente enriquecedor (atenção a esta segunda parte) aprender a costurar sozinha e, na verdade, é mesmo um processo difícil 50% do tempo e enriquecedor 100%  das vezes. Existem tantas coisas a aprender e mesmo passados três anos disto ainda me sinto uma autodidacta muito limitada, há tanto ainda onde me aventurar. Mas, mais do que olhar para o que ainda me falta, há que não esquecer o que já passou, o que já aprendi e criei até à data.
Há uns dois meses, aproximadamente, comprei a minha primeira revista La Maison Victor e adorei a estrutura da revista assim como os moldes, dicas, etc. Depois disso já comprei mais duas e estou rendida. Os moldes são de tamanhos muito abrangentes, tanto para adulto como criança. Há moldes em todas as revistas (pelo menos nas 3 que tenho é este o esquema e deduzo que o mesmo suceda nas restantes) para mulher, homem, criança e bebé. Além dos moldes de roupa há também moldes de tricot que eu acho lindos mas para os quais não tenho outro uso que não pedir à minha mãe que faça, eu não tenho jeito nenhum. (E ela tem zero paciência para a costura, nem consegue perceber como eu sou tão maluca por isto!)
Uma das grandes vantagens desta revista é que cada molde vem com instruções detalhadas de construção e embora estejam em francês (há francês, alemão e neerlandês) são bastante fáceis de perceber por causa das ilustrações. Gosto muito do facto de aconselharem tecidos específicos e de inclusive fazerem sugestões relativamente ao tipo de corpo versus molde apresentado e o que favorece mais cada um. Exemplo disso é um molde que fiz para mim, molde Fran que aconselhava a não fazer caso se tivesse um tipo de corpo formato maça que é o meu tipo de corpo. Eu fiz o vestido mas alterei tanto decote como mangas e estreitei um pouco o torso, eles tinham razão, aquele decote não me favorecia. ;-)
Para ela fiz o molde Milla da revista julho-agosto 2016 com um tecido maravilhoso da Sweet Mercerie e foi um sucesso, ela usuou-o durante dois dias seguidos, com nódoas e tudo. (não foi um dos meus melhores momentos como mãe... ah ah ah ah) É um macacão porque debaixo dessa pequena saia existem uns calções lindos no mesmo tecido, perfeito para as meninas inquietas.

I have spoken here several times about how difficult and rewarding at the same time (attention to the second part)it is to learn to sew "alone" and, in fact, it's a difficult process 50% of the time and enriching 100% of the time. There are so many things to learn and even after three years of this I still feel a self-taught begginer, there is still much where to venture. But more than looking at what I still miss, I can't forget what has passed, what I have learned and created to date.
A couple of months or so, I bought my first magazine La Maison Victor and I loved the magazine's structure as well as the templates, tips, etc. After that I already bought two more and I want to do so many things from them! The patterns are very embrancing in sizes for both adult and child. There are patterns in all the magazines (at least in the 3 I have this is the layout and I gather that it happens like so in all) for woman, man, child and baby. In addition to clothing patterns there are also tricot patterns, I find them beautiful but I have no use other than to ask my mother to do it...

One of the great advantages of this magazine is that each template comes with detailed building instructions and although they are in French (there are magazines in French, German and Dutch) they are fairly easy to understand because of the illustrations. I love the fact that they advise specific fabrics and even make suggestions for the type of body versus pattern presented and which favors more each. An example is a pattern I made for me; pattern Fran not advised if you have a apple type body and that is my body type. I made the dress but changed both neckline, sleeves and narrowed a bit the torso... they were right, that clivage doesn't flatter me ;-)
For her I made the pattern Milla, with a super soft fabric from the Sweet Mercerie and it was a hit, she wore it two days straight, stains and all. (Not my best prenting days, probably... ah ah ah) It's a jumpsuit because underneath that small skirt there are some cute shorts in the same fabric, perfect for little restless girls.








segunda-feira, 25 de julho de 2016

36.

Fiz 36 anos e nem acredito. Nunca têm aquela sensação de "como/quando é que isto aconteceu"? Eu tenho, muito esporadicamente mas tenho. Normalmente é quando faço anos ou quando estou tão cansada que só me apetecia ser pequenina para não ser eu a mãe. Também tenho dias desses por aqui. E é dessa premissa que começam estes meus 36 anos.

Não sei como é que isto aconteceu, como cheguei aqui tão depressa, como vivi tanta emoção forte, avassaladora e aterrorizante, como aprendi e cresci com os outros - de dentro para fora e de fora para dentro tantas vezes, como se deu o milagre da vida dentro de mim para que dois seres tão distintos e tão lindos me chamem de mãe, como cheguei aqui e para onde vou em seguida. Sinto que este vai ser mais um ano de mudanças que se atropelam no caminho para ver quem chega primeiro. E, se há momentos em que isso me faz parar, não há nada como a realidade destes 36 anos para me trazer de volta. Uma realidade cheia de coisas que funcionam de bóia em mar tumultuoso. Ele, elas, eu.

Tenho tendência a olhar para o que me rodeia mais intensamente quando chega este dia. Como se estivesse parada a ver o filme de fora. É um exercício de esforço num mundo de tantos estímulos e distracções. Um que faço por mim, como uma prenda que me dou.
Clichés à parte (ou não), perceber que sou feliz é perceber que mudava muito pouco nesta vida que é a minha agora. É aceitar que as minhas escolhas estão longe de ser as que imaginei que seriam há cinco anos atrás, mas que isso não tem nada de mal. É ver que a vida ainda não se escreveu e alinhou como pensei que faria por esta altura, mas isso não tem nada de mal. É acreditar que aquilo que vem é sempre vivido para me dar algo se eu assim o quiser e estiver disposta a receber. É perceber que aos 36 podemos estar a começar algo exactamente como fizemos aos 30, aos 25, aos 11 ou aos 6, mas isso também não tem nada de mal. É fazer um esforço, voluntário, para compreender que a vida anda sempre para a frente mesmo que o nosso coração, ocasionalmente, pare por uns segundos. É não esquecer que o mais importante já por cá anda e que as vozes dos outros são o coro mas o solo é meu, só meu.

O nosso pequeno mundo a 3+1 está mais rico em experiência, maior em amor e um pouco mais velho em idade.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Shorts/Calções - another Pattern Shop Muni pattern

Eu realmente adorei este livro e no mesmo dia que fiz o vestido de que já falei anteriormente aqui, fiz estes calções que adoro! São super fáceis de fazer, rápidos e têm a vantagem de parecer uma saia e ser uns calções porque a miúda por aqui agora está numa de só querer saias. E querer andar sempre de saias não combina com andar constantemente de rabo no chão, a construir castelos de areia, flores e paus.

I really loved this book and on the same day I made the dress I've talked about before here, I made these shorts that I love! They are super easy to make, quick and have the advantage of appearing to be a skirt because my sweet girl here now just wants skirts. And always wanting skirts doesn't go along with walking constantly on the ground, building sand castles filled with flowers and sticks.

Como disse, a construção é simples e ficam prontos num instante mas, como não levam elástico à frente só atrás, fica ali uma marca nas laterais que não me deixou muito convencida... para a próxima vou fazer uma pequena alteração na cintura, talvez também uniformizar o tamanho das duas partes  em altura - a peça da frente é ligeiramente mais pequena- para que o elástico não puxe tanto e assim não se note também tanto.
O tecido é uma malha azul com muito pouca elasticidade mas que funciona perfeitamente nestes calções. Estamos a precisar de básicos porque abunda por aqui a bonecada!


As I said, the construction is simple and they are a quick sew  but, as it has no elastic in the front just behind, there is a mark on the side that did not leave me very happy ... next time I will make a small change in the waist, perhaps also standardize the size of the two parts in height - the front part is slightly smaller- so the elastic does not pull so much and so it´s not so noticeable.
The fabric is a blue mesh with very little elasticity but that works perfectly in these shorts. We are in need of basic because prints abound here!;-)
  

Mas o laço aqui na frente é adorável.

Ahhh but that bow in the front is so lovely... <3

terça-feira, 5 de julho de 2016

Colares para as miúdas

As miúdas cá de casa ganharam colares novos. Super simples de fazer e com um efeito muito giro. Ambas ficaram fãs. A mais velha porque está a começar a gostar de fios, pulseiras e anéis (ao ponto de ocasionalmente parecer uma árvore de natal de tão enfeitada que está) e a mais nova porque quer imitar a mais velha.  
É um projecto bom para se fazer com as garotas pequenas nestes dias de verão que aí vêm. 

Materiais: 
1. Agulha de tapeçaria (sem bico para não picar, o objectivo não é coser mas ajudar a que o tecido passe pelo buraquinho da conta de madeira) 
2. Contas de madeira (estas vieram da Tiger) ou plástico.
3. Restinhos de tecido (estes são restos de malhas que têm a vantagem de esticar) 


Depois é juntar imaginação e vontade de criar.
Os nossos ficaram assim...



Pattern Shop Muni: Livro Japonês de moldes

(scroll down for english)
A semana passada recebi o livro a Pattern Shop Muni e adorei! Quero fazer quase tudo o que vem no livro, é fantástico! Este é um livro de moldes para usar a corte e cose (tudo malhas) e tem vários calções, tops, blusas, calças e vestidos. Além disso inclui também 5 moldes para adulto. Tantas possibilidades! ;-) 
Eu, assim que abri o livro soube o que ia fazer primeiro. Uns calções e uma blusa que estão logo nas primeiras páginas. Nunca fui muito de folhos e mais folhos mas adorei aquelas mangas de folho e uns calções com ar de saia também me conquistam num instante. Cada um com as suas fraquezas. 
Hoje, vou-vos mostrar a blusa que acabei por transformar em vestido de uma forma bem simples. Basicamente acrescentei dois rectângulos à parte de baixo, e cosi um elástico a unir a parte de cima à parte de baixo, também na corte e cose. 
Eu adoro livros de moldes japoneses, a construção é simples e bem explicada por norma (frequentemente só com os passos essenciais, embora este livro tenha alguns moldes mais detalhados) e eu aprendo sempre alguma coisa! 
Se não tiverem corte e cose podem sempre usar a máquina de costura normal, como explica a Diana neste artigo óptimo do Cose+. 

Last week I got the book Pattern Muni Shop and I loved it! I want to do almost everything that comes in this book, it's fantastic! This is a book of patterns for the serger (all knits) and has several shorts, tops, blouses, trousers and dresses. It also includes 5 patterns for adult. So many possibilities! ;-)
As soon as I opened the book I knew what I would do first. The shorts and a blouse that are in the first few pages. I never have never been much into frills and more frills but I loved those flutter sleeves and those shorts with skirt looking air. Each one with their weaknesses.
Today, I'll show you the shirt that I ended up turning into dress in a very simple way. Basically two rectangles added to the bottom, and an elastic sewed to join the top to the bottom, also using the serger. 
I have to tell you I love japanese sewing books because they bring simple and cute clothes and I always (yes, always) learn something! This one already has a special place in my heart!<3  

 























E esta miúda, também tem um espaço muito especial no meu coração. <3

Fabric from FDT. Tecido da FDT